terça-feira, 17 de janeiro de 2017

CASE IH COMEMORA 175 ANOS DE VANGUARDA EM EQUIPAMENTOS AGRÍCOLAS.

A Case IH, líder mundial na produção de equipamentos agrícolas, está iniciando um ano de comemorações do seu 175º aniversário na sede mundial da marca em Racine, no estado do Wisconsin, nos Estados Unidos. Foi lá, na beira do Rio Root, que o fundador Jerome Increase Case instalou a Racine Threshing Machine Works para produzir uma máquina revolucionária, projetada para acelerar a separação dos grãos após a colheita. 


"Acho incrível ver até onde o setor agrícola e a nossa empresa chegaram durante os últimos 175 anos, especialmente devido ao fato de que hoje estamos mais fortes do que nunca", afirma Andreas Klauser, presidente da Case IH. “O que sempre guiou nosso enfoque inovador foi fornecer aos clientes as tecnologias, constantemente aprimoradas, que lhes permitem cultivar de forma mais eficiente e rentável”, conclui.

Jerome Case iniciou essa tradição trabalhando amplamente com equipamentos agrícolas antes de começar seu próprio negócio, que se tornou sua paixão para a vida inteira. “Ele acreditava que cada peça de um equipamento fabricado por sua empresa precisava cumprir a promessa da marca e cuidava disso pessoalmente. Há um relato de que ele viajou para outro estado para investigar um problema em um produto, mesmo já em idade avançada. Esses princípios continuam nos inspirando e orientando até hoje", conta Klauser.

Os primórdios da empresa estão estreitamente relacionados àqueles da economia dos Estados Unidos, quando os pioneiros americanos migraram para o Oeste, onde estabeleceram novas fazendas para alimentar os crescentes centros populacionais no Leste do país. Em 1869, Case passou a fabricar o primeiro trator movido a vapor que, embora montado sobre rodas, era puxado por cavalos e usado somente para acionar outras máquinas. Depois, em 1876, ele construiu o primeiro motor a vapor de tração autopropulsionada. Como estas máquinas substituíram rapidamente os cavalos para a debulha, a J. I. Case Threshing Machine Company tornou-se a maior produtora de máquinas a vapor em 1886.

Em 1902, cinco empresas se uniram para formar a International Harvester Company, em Chicago, negócio intermediado pessoalmente por J.P. Morgan, o banqueiro americano que dominava as finanças corporativas e a consolidação industrial da época. A empresa fabricou sua primeira colheitadeira em 1915 e, em 1923, introduziu o Farmall®, o primeiro trator para colheita em fileiras do mundo. Foi um sistema unificado revolucionário de tratores e implementos para lavoura, plantio e colheita que proporcionou maior produtividade, confiabilidade e segurança. A International Harvester vendeu mais de cinco milhões de tratores Farmall e, em 1977, lançou a colheitadeira rotativa exclusiva Axial-Flow® de um só rotor, que revolucionou o setor agrícola com sua simplicidade, qualidade dos grãos, redução de perdas, adaptabilidade de colheita, capacidade adequada e alto valor de revenda. A ceifeira-debulhadora Axial-Flow ainda hoje define o padrão de desempenho de colheita.

A Case IH foi criada em 1985, quando Case adquiriu a divisão agrícola da International Harvester, unificando os legados da Case e IH em uma marca única. Seu primeiro produto, o trator Magnum de 160 hp a 240 hp, foi introduzido em 1987 e se tornou o primeiro trator a vencer o Industrial Design Excellence Award. Produzido agora até 380 hp, o Magnum continua a ser um dos produtos da Case IH mais reconhecidos, com mais de 150 mil unidades vendidas.

O trator revolucionário Quadtrac, lançado em 1996, estabeleceu uma nova referência e permanece inigualável. Trator de produção em série mais poderoso do mundo, o Steiger® Quadtrac 620 com até 692 hp oferece o maior poder de tração ao mesmo tempo que implementa conceitos eficientes de plantio e perfuração que preservam o solo.

Desde a virada do século, quando a Case IH reintroduziu a marca Farmall, as inovações tecnológicas da empresa continuaram imbatíveis.


. O Sistema agrícola avançado (Advanced Farming System – AFS™) da Case IH, com precisão em até 2,5 cm, tem sido a vanguarda na agricultura de precisão por mais de duas décadas, proporcionando aos fazendeiros a capacidade de maximizar a produtividade e rentabilidade com a utilização da tecnologia de satélite.

. Em 2000, a Case IH lançou a tecnologia de transmissão contínua variável, que permite que seus tratores CVX forneçam uma excelente combinação de potência e eficiência de combustível.

. As tecnologias patenteadas "Efficient Power" permitem que os equipamentos da Case IH atendam aos mais recentes padrões de emissão de gases Fase IV (Tier 4 Final) sem os sistemas de recirculação de gás de escape complexos ou filtros específicos.

. Em 2014, o Magnum 380 CVX foi eleito o "Trator do ano de 2015" na exposição internacional EIMA em Bolonha, na Itália. Naquele ano, a Case IH também lançou o Rowtrac CVX, que combina as vantagens individuais de tratores com esteiras e com rodas.

. O desempenho premiado da Case IH continuou durante 2015, quando o novo trator Optum CVX foi eleito a "Máquina do ano de 2016" na Agritechnica. Os juízes ficaram impressionados com seu projeto "power-pack", de excelente relação peso/potência, manobrabilidade, eficiência e confiabilidade.

. O Optum 300 CVX recebeu a distinção de "Trator do ano de 2017" na EIMA 2016, a exposição internacional de máquinas agrícolas na Itália, na qual os juízes elogiaram seu projeto de alta potência e baixo peso, que atende às necessidades dos agricultores na Europa. Essa decisão é o reconhecimento à filosofia de "foco no agricultor" da Case IH e a importância do Optum CVX no crescente segmento de alta potência e compactação do mercado de tratores

. Os visitantes da Farm Progress Show 2016, nos EUA, ficaram impressionados quando a Case IH apresentou o conceito de trator autônomo. Capaz de operar de modo autônomo com uma grande variedade de acessórios de campo, esse conceito inovador é projetado para tornar a agricultura mais eficiente, econômica e ecológica em um momento em que encontrar mão de obra qualificada está se tornando cada vez mais difícil para os agricultores em muitas partes do mundo.

Na América Latina, a história da Case IH tem início no ano de 1890 com a inauguração da filial em Buenos Aires, na Argentina. Esse foi seu segundo escritório internacional, depois da Inglaterra.

Já no Brasil, no ano de 1977, é inaugurada a fábrica de Sorocaba, interior de São Paulo. No ano seguinte, 1978, iniciam-se as operações de sua unidade em Piracicaba, também no estado paulista. Hoje, essa planta é responsável pela produção de todo maquinário de cana- de-açúcar da marca no mundo.

Recentemente, realizou o lançamento das colheitadeiras Axial-Flow Série 130, um dos maiores da história da fabricante na América Latina. Foram investidos 40 milhões de dólares no desenvolvimento do projeto, testes de campo e na preparação de uma linha de montagem exclusiva em Sorocaba.

"O 175º aniversário da Case IH é a prova de muitos anos de qualidade, perseverança e progresso. Também é uma ocasião para refletir sobre nossos princípios de engenharia inovadora, potência eficiente e design agronômico, uma filosofia que prosseguirá no futuro", acrescenta Klauser.

"Tenho certeza de que se Jerome Case visse a empresa hoje, imediatamente reconheceria que os valores essenciais defendidos durante todos aqueles anos ainda estão no centro de tudo o que fazemos. Não tenho dúvidas de que ele aprovaria o fato de envolvermos clientes em cada nova linha, modelo ou atualização de produto por meio do nosso design de produto voltado para o cliente. Contudo, o que ele acharia do conceito do trator autônomo, só podemos imaginar!", comenta Klauser.

"Quando olho para a enorme transformação que se deu na agricultura durante os últimos 175 anos, é muito empolgante pensar no que poderíamos conquistar nos próximos 175 anos. Tenho certeza de que isso será discutido durante nossas comemorações junto com os clientes, distribuidores e funcionários.", conclui o presidente da marca.

A Case IH é uma marca da CNH industrial. 
Visite: www.caseih.com.br

Página 1 Comunicação. 

EDUCAÇÃO.
Por José Renato Nalini*

Educação resolve tudo.

Este 2017 começou tumultuado com rebeliões e mortes em presídios. Não é surpresa, diante da crônica superlotação nas penitenciárias brasileiras. Há muitas lições a se extrair das tragédias. Se a política pública persistir na cultura do encarceramento geral e irrestrito, então é urgente multiplicar o número de estabelecimentos prisionais. Não é a solução mais singela, nem a menos dispendiosa. Há opções. Priorizar segregação apenas para quem deve ficar segregado. Não são todos os crimes que implicam em privação de liberdade. Privar de outras coisas pode doer mais. De dinheiro, de patrimônio, de frequentar certos lugares. Impor o trabalho como escarmento é muito mais doloroso do que trancafiar uma pessoa e deixa-la desocupada e dispensada de produzir.

Também é bom retomar projetos como estimulados pelo Ministro Gilmar Mendes, quando presidente do STF e do CNJ. Começar de novo, formação profissional, reinserção efetiva e viável, pois a pena cumpriria essa função imprescindível de resgatar o indivíduo para a licitude e o convívio social. A Igreja Católica tem uma Pastoral Carcerária importante. Assim como sistemas que foram banidos mas funcionam em Minas Gerais, como a APAC- Associação de Proteção e Assistência Carcerária. Iniciativas tópicas também existem. Mas é preciso que a sociedade inteira se engaje nessa missão que é dela. Sim. É dela, a mesma sociedade que não está sabendo prevenir a criminalidade, fenômeno precoce. Se tivéssemos uma rede protetiva da juventude entre 15 e 24 anos, eliminaríamos 90% dos problemas.

E é responsabilidade também da sociedade, sim. Não se diga que apenas do governo. Este é um coordenador de políticas públicas escolhidas pelo povo quando elege seus representantes. O que não dispensa o eleitor de fiscalizar, de opinar, de corrigir e de reclamar atitudes mais compatíveis com aquilo que ela espera de seu representante. O representado não tem o direito de permanecer inerte se o representante não atende às suas expectativas. Essa a característica da democracia, sistema que escolhemos e ao qual precisamos ser fiéis.








José Renato Nalini, secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.
Visite o blog: renatonalini.wordpress.com.

CONVERSA DE PISTA.
Por Wagner Gonzalez*

LONGE DE SER UMA SURPRESA, BRASILEIRO E FINLANDÊS PREENCHEM ÚLTIMAS VAGAS DA F-1 PARA 2017. 
DECISÃO MANTÉM BRASIL NA CATEGORIA.
MANOR AINDA TENTA SOBREVIVER.

Bottas assinou contrato de um ano, mas tem tudo para ficar mais tempo na equipe alemã. Foto: Mercedes.

Forte concorrente ao título de segredo mais mal guardado da temporada, o anúncio de que Felipe Massa aceitou revogar sua aposentadoria e assumir o lugar o lugar de Valteri Bottas na equipe Mercedes – em substituição a Nico Rosberg -, praticamente completou o grid da F-1 para este ano. Embora a Manor admita que ainda tenta encontrar investidores para disputar a temporada de 2017 poucos acreditam que o time inglês estará presente no GP da Austrália, dia 26 de março, em Melbourne. Neste quadro o brasileiro Felipe Nasr só permanecerá na categoria na condição de piloto reserva, paliativo que seria uma saída para prospectar uma vaga para 2018.

A decisão da Williams recuperar Massa como piloto era a mais obvia desde o dia 2 de dezembro, quando Nico Rosberg surpreendeu o mundo e anunciou o encerramento de sua carreira de piloto poucos dias após ter conquistado o título mundial de 2016 e Valtteri Bottas tornou-se um forte candidato a preencher a vaga do alemão. Essa combinação de fatores só não aconteceu mais cedo por uma combinação de fatores econômicos, contratuais e de imagem.

Os fatores econômicos foram fundamentados pelas demandas do mercado: Bottas era o melhor piloto disponível a um preço aceitável, a Williams soube capitalizar sua liberação com amplos ganhos próprios e no bom relacionamento que construiu com Felipe Massa e a Mercedes não teve que aumentar o preço dos seus automóveis de luxo para tirar Vettel, Alonso ou Verstappen de seus atuais empregos, para citar apenas três nomes.

As questões contratuais deram tanto ou mais trabalho para serem equacionadas e devidamente resolvidas. Os patrocinadores da Williams, em particular a Martini, tiveram que endossar a liberação do finlandês e o retorno do brasileiro; na Mercedes esse assunto requereu mais atenção a Lewis Hamilton, o primeiro piloto da equipe e famoso por suas demandas explosivas e, vez por outra, exageradas. O currículo de Bottas na Williams faz prever que haverá momentos de atrito entre ele e o inglês e já se vislumbra momentos de alta tensão.

Totto Wolff cuidava da carreira de Valtteri Bottas; agora é seu patrão. Foto: Mercedes.

Mais jovem que Massa exatos 17 anos e 187 dias, o jovem canadense Lance Stroll será mais um aluno do brasileiro. Na história da F-1 são raros os casos de companheiros de equipe com idades tão diferentes: Juan Manuel Fangio e Stirling Moss tinham entre si 18 anos e dois meses quando defendiam a equipe Mercedes em 1955. Mais do que isso só mesmo um fato ocorrido no GP de Mônaco de 1955. Essa corrida marcou despedida do francês Louis Chiron, nascido aos 3 de agosto de 1899, da F-1 correndo pela equipe Lancia, que também inscreveu o italiano Eugenio Castelotti (10 de outubro de 1930) nessa temporada...

Se o automobilismo brasileiro teve ganhos consideráveis com esse final feliz, o grande prejudicado é o alemão Pascal Wehrlein, um dos pupilos de Toto Wolff. Sua promoção da equipe Manor para a equipe Sauber tem sabor de remédio homeopático, mas o fato de Estebán Ocón - seu companheiro de equipe no segundo semestre -, ter sido promovido à Force India entrega um laudo onde seu prestígio parece funcionar com a ajuda de aparelhos. Wolf, é bom lembrar, aproveitou o impacto das confirmações de hoje para anunciar o fim do seu contrato de gerenciamento da carreira de Valtteri Bottas. Segundo o austríaco, “seria conflito de interesses gerenciar a carreira de piloto de uma equipe onde sou o diretor”. Em outras palavras, as funções de patrão e empregado foram invertidas...

O alemão Pascal Wehrlein, protegido da Mercedes, segue na F-1, mas na Sauber. Foto: Mercedes.

Deixando de lado a Manor, cujo futuro parece ter ficado no passado, a lista de inscritos do Campeonato Mundial de F-1 deste ano é a seguinte:

2 - Stoffel Vandoorne - McLaren Honda Formula 1 Team
3 - Daniel Ricciardo - Red Bull Racing
5 - Sebastian Vettel - Scuderia Ferrari
7 - Kimi Räikkonnen - Scuderia Ferrari
8 - Romain Grosjean - Haas F1 Team
9 - Marcus Ericsson - Sauber F1 Team
11 - Sérgio Pérez Mendoza - Sahara Force India F1 Team
14 - Fernando Alonso - McLaren Honda Formula 1 Team
18 - Lance Stroll - Williams Martini Racing
19 - Felipe Massa - Williams Martini Racing
20 - Kevin Magnussen - Haas F1 Team
26 - Daniil Kvyat - Scuderia Toro Rosso
27 - Nicolas Hulkenberg - Renault Sport Formula One Team
30 - Jolyon Palmer - Renault Sport Formula One Team
31 - Estebán Ocón - Sahara Force India F1 Team
33 - Max Verstappen - Red Bull Racing
44 - Lewis Hamilton - Mercedes AMG Petronas Motorsport
55 - Carlos Sainz Jr - Scuderia Toro Rosso
77 - Mercedes AMG Petronas Motorsport
94 - Pascal Wehrlein - Sauber F1 Team

TORRES E ROLDAN VENCEM DAKAR 2017


A festa brasileira na chegada do Dakar 2017, em Buenos Aires. Foto: arquivo Leandro Torres.

Os brasileiros Leandro Torres e Lourival Roldan conquistaram um histórico triunfo para o esporte a motor brasileiro ao vencer o rally Dakar, encerrado sábado, na categoria UTVs. Foi a primeira vez que a maior competição off road do mundo abriu uma categoria para esse tipo de veículo, que apesar de ter quatro rodas no País é supervisionado pela Confederação Brasileira de Motociclismo, outra demonstração da inoperância e inabilidade que caracterizam a atual gestão da CBA, a entidade congênere do automobilismo. Nas demais categorias triunfaram os franceses Stephane Peterhansel e Jean Paul Cottret (automóveis, Peugeot 3008 DKR), o inglês Sam Sunderland (motos, KTM), os russos Sergey Karyakin (Quadriciclos, Yamaha) e Eduard Nilolaev, Evgeny Yakovlev e Vladimir Rybakov (caminhões, Kamaz Master).

JIMENEZ NA HOT CAR BARDHAL

O chefe de equipe Amadeu Rodrigues, o piloto Sergio Jimenez e o presidente da Bardahl, Roberto Galvão. Foto: FGCom.

Sérgio Jimenez foi confirmado ontem na equipe Hot Car-Bardahl de Stock Car. O piloto de Piedade (SP) vai fazer dupla com o curitibano Guga Lima. Como no caso entre Felipe Massa e Lance Stroll, a diferença de idade entre os dois é marcante: Jimenez nasceu em 15 de maio de 1984 e parte para sua sexta temporada na categoria; Lima (5 de agosto de 1986) tem 26 largadas na Stock Car.









Wagner Gonzalez é jornalista especializado em automobilismo de competição, acompanhou mais de 350 grandes prêmios de F-1 em quase duas décadas vivendo na Europa. Lá, trabalhou para a BBC World Service, O Estado de S. Paulo, Sport Nippon, Telefe TV, Zero Hora, além de ter atuado na Comissão de Imprensa da FIA. Atualmente é editor da "Folha do Carro" no jornal Folha de Alphaville. Fale com o Wagner Gonzalez: wagner@beepress.com.br.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

CUMMINS COMEMORA RESULTADOS DO PRIMEIRO ANO DE ATUAÇÃO DE PROGRAMA ITINERANTE.


A CUMMINS BRASIL REMEMORA O LANÇAMENTO DO CUMMINS NA ESTRADA E FESTEJA OS RESULTADOS OBTIDOS NO PRIMEIRO ANO DE ATUAÇÃO.

Em 2016, ano de estreia, o caminhão itinerante da maior fabricante de motores Diesel, componentes e Grupos Geradores percorreu um total 18.369 quilômetros pelo País ao atravessar 9 Estados e mais de 15 cidades, envolvendo cerca de 900 profissionais que puderam conferir na prática as ações promovidas pela empresa no ano passado, entre elas, treinamentos, palestras e prospecção de novos negócios.

“Ter um projeto itinerante nos permitiu mais flexibilidade ao contatarmos presencialmenre nosso público e ainda adaptar nossas ações de acordo com a atuação de nossa empresa em determinadas regiões do País”, diz Pedro Silva, analista de Marketing Senior da Cummins Brasil. Ao levar conhecimento Cummins, informações e entretenimento, a fabricante de motores teve como objetivo desenvolver também suas atividades voltadas ao pós-venda, levando em consideração a sua população de motores que circula no País e ultrapassa a marca de 1 milhão de unidades.

O caminhão Cummins Na Estrada circulou pelo Brasil com layout bastante atrativo e a proposta de integrar as unidades de Negócios Cummins para atender aos diversos mercados de atuação, como automotivo, agrícola, geração de energia, mineração, construção, óleo e gás, entre outros. Para este ano, a Cummins prevê expansão dos trabalhos a bordo do caminhão Cummins Na Estrada, tanto no Brasil quanto na América do Sul.

“Além de focar com mais agressividade nas ações voltadas ao pós-venda, vamos reforçar os adventos tecnológicos da Cummins levando mais inovação e pioneirismo e criar o desejo e as vantagens de ter motorizações e componentes Cummins, como redução de custos operacionais e alta disponibilidade dos equipamentos em operação. Esta ação também faz parte da estratégia Cummins em reforçar a visibilidade da marca, levando para o mercado todos os benefícios que nossos produtos oferecem”, reforça Luciana Giles, diretora de Comunicação da Cummins para América Latina.


Textofinal de Comunicação Integrada.

BRASILEIROS CONQUISTAM VITÓRIA INÉDITA NO RALLY DAKAR.

Na edição 2017 do Rally Dakar, que terminou na tarde de sábado (14) na capital argentina de Buenos Aires, pela primeira vez desde que a competição surgiu – há 38 anos –, brasileiros sentem o sabor de passarem pelo pórtico de chegada como os grandes vencedores.

e/d: Lorival Roldan e Leandro Torres. Foto: Victor Eleuterio.

A bordo de um Polaris RZR 1000, o piloto Leandro Torres e seu navegador Lorival Roldan conquistaram a vitória na categoria UTV, também chamada pela organização de SSV, justamente no ano em que os UTVs ganharam mais importância, deixando de ser uma subcategoria dos carros para se se tornar umas das cinco categorias principais.

Em 12 dias de competição, foram mais de 9.000 km percorridos com o tempo total de 54h01min50, mais de quatro horas e meia de diferença sobre os segundos colocados, a dupla chinesa Wang Fujang e Li Wei (4:42:38), e seis horas à frente da dupla russa Maganov Ravil e Kirill Shubin (06:05:35), ambas também correndo de Polaris RZR XP 1000. Vale citar que a quarta colocação também foi conquistada por um UTV Polaris, e que esse é o sexto título da marca no Rally Dakar, sendo cinco na extinta subcategoria T3 ligada aos carros, e agora na estreia da UTV como categoria principal.

Outro fato que enaltece a vitória de Leandro e Lourival, foram as inúmeras dificuldades encontradas pelos competidores em função das condições climáticas. Além do inédito percurso – que partiu do Paraguai, passou pelos altiplanos da Bolívia e chegou a Argentina –, que por si só já tornou a prova mais desgastante em função da maior variedade de condições climáticas, que foram desde calor extremo ao frio congelante, os participantes do Rally Dakar ainda se enfrentaram verdadeiras tempestades. Nelas, as chuvas foram tão intensas que duas etapas foram canceladas por falta de condições e, o pior, milhares de pessoas ficaram desabrigadas.

Foto: Marcelo Machado.

A ascensão da dupla na competição foi rápida, mas não por acaso. A estreia no Rally Dakar em 2016 lhes rendeu um honroso terceiro lugar na categoria T3 de automóveis – destinadas a UTVs – e também uma boa experiência para traçarem uma estratégia eficaz e vencedora para 2017. Eles juntaram o arrojo e raça de Leandro Torres, que já disputa provas de rali há 10 anos, a vasta experiência e conhecimento de um navegador que já participou de 10 edições do Dakar e outras 15 do Rali dos Sertões, claro, sem deixar de lado uma refinada preparação de seu Polaris RZR XP 1000 – que ficou a cargo da equipe francesa Xtreme Plus.

O Polaris RZR XP 1000 que levou a dupla brasileira a vitória – por sinal, o mesmo utilizado na edição 2016 – sofreu apenas algumas pequenas alterações para encarar a edição 2017 do Dakar, a maioria focadas no arrefecimento do motor e na ventilação do cockpit. Seguindo o regulamento da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), o RZR XP 1000 também recebeu pequenas mudanças no chassi afim de acomodar um tanque de combustível com capacidade para 240 litros, e ganhou um para-brisa para prover melhor proteção contra frio, chuva e neve.

Em relação ao piloto e navegador, para encarar as dificuldades do Dakar 2017, Leandro Torres e Lourival Roldan passaram por uma dieta desenvolvida especialmente para cada um deles e intensificaram os treinos físicos nos meses que antecederam a competição de três para cinco vezes por semana.

Após cruzar a linha de chagada aos prantos, visivelmente emocionado Leandro Torres declarou ao site oficial do Rally Dakar que: “É um sonho. Ano passado vimos como foi difícil essa odisseia e esse ano planejamos tudo para ir mais longe. O mesmo time, o mesmo carro... somos os primeiros vencedores da UTV”. Ao canal Fox Sports, ele disse: “a gente nem sabe direito onde está. A cabeça está no mundo da lua. O Brasil nunca ganhou uma categoria, é um marco... A vitória é de todos nós!”.

A vitória no Dakar é muito mais que a primeira grande conquista esportiva para o Brasil em 2017, é um verdadeiro feito histórico. Parabéns Leandro Torres e Lourival Roldan! 

Imprensa Polaris & Indian Motorcycle 

domingo, 15 de janeiro de 2017

CASA DA MÃE JOANA
Por Marli Gonçalves*

AS MOSCAS ESTÃO ZUNINDO POR AQUI

Elas atiçam nossos instintos mais primitivos. Nossos pensamentos mais torpes e violentos de destruição em massa. Pensamos em alguma bomba nuclear, extermínio cruel, veneno milagroso. Mas no máximo, as atacamos de pijamas e tentamos pegá-las - ao menos algumas - com ridículas raquetes elétricas xingling, e só pelo prazer da vingança de ouvir aquele barulhinho de fritura e sentir o cheirinho do queimado. São fêmeas empoderadas, cheias de querer, de fome de pele, suor, sangue. Atacam à noite, e são capazes de estragar todo o seu dia seguinte. Deixam marcas e suas passagens sempre têm o forte alarido; fazem muito barulho com suas asas batendo em nossos cangotes, provocativas, roçando nossos ouvidos

ZZZZZZ.

As moscas, as pernilongas estão chegando. Não querem mais cair na sopa, mudaram o paladar. Querem gente, mostrar todo o poder dos insetos sobre a raça humana, e que não há metrópole que as assuste. Não deviam mais ser a manchete de todo ano, todo verão, mas estão aí e são cada vez mais poderosas, numerosas, agressivas e com capacidade de guerra mortal multiplicada. Algumas tipas vestidas de listrado trazem em si a tragédia causadora da zika que compromete gerações futuras, da chikungunya, que imobiliza, da dengue, que derruba. Assassinas.

Não dá para não lembrar o que, para mim, é um dos principais filmes de terror da história do cinema, quiçá da humanidade, e não teve a participação nem de Hitchcock, nem de Boris Karloff: A Crônica de Hellstrom, premiado documentário americano de 1971, sobre os insetos e sua absurda capacidade de sobrevivência. Quem viu traumatiza pra sempre.

Pois eles, esses pequeninos monstros, estão aí para não nos deixar mentir (nem dormir em paz). Atacando sem dó no país que não se livra das mazelas, as cultiva. Não limpa seus rios, os suja. Misérias que criam criadouros de comunidades inteiras de coisa ruim. No país que consegue até a volta de doenças erradicadas, e notícias de surtos assombram, febre amarela, urina negra. Outro dia, lá em Roraima, acharam um foco de barbeiros causadores do Mal de Chagas. Sabe onde viviam? Pensam que estavam numa casa de taipas, de barro, de tijolos? Não, estavam confortáveis dentro de um ar condicionado de uma residência de alto padrão. Subiram na vida. Pelas nossas costas. Pelas nossas pernas, pelos nossos braços. Fazendo a gente se coçar.

Não é para se preocupar? Aqui em São Paulo está havendo uma séria infestação de pernilongos (pernilongas, que são as que mordem, igual a presidentas). Se ainda não foi uma de suas vítimas, procure saber. Falam que são daquelas mais simplesinhas, populares, zumbido em língua portuguesa, e aquela preguiça tradicional. Depois que nos picam e enchem as suas barriguinhas precisam descansar um pouco. Se encostam na parede para o amadurecimento dos ovos. Evitam principalmente o voo para economizar energia. Voltam a atacar logo após a postura dos ovos. Boa hora - essa de sua distração - inclusive para ganharem uma boa e bem acertada chapoletada para voarem longe antes de descarregarem seus milhares de ovinhos em nossas coisas pelas redondezas, como fazem.

Claro, lembre que esse assassinato deixará marcas de sangue espatifado nas paredes - provavelmente o seu mesmo.

Em Minas Gerais, o bem sério surto de febre amarela. Transmitida por quem? Pelo mesmo Aedes aegypti, o pernilongo de facção criminosa, que também passa a febre amarela urbana; as espécies Haemagogus e Sabethe transmitem a febre amarela silvestre - animais silvestres infectados fazem parte desse ciclo. Já se analisa se têm a ver com a tragédia da lama de Mariana e no Espírito Santo ( para onde também correu essa lama) já há quase uma centena de mortes de macacos infectados

Tudo de ruim ultimamente passa por essa pernilonga Aedes (os machos, meio cafetões, ficam por perto só esperando que as moças voltem para seus ovos, ou procurando alguma que tenha zumbido bom para copular e criar mais pernilonguinhos).

Pernilongos andam grandes distâncias, de carona. Todos os meios de transporte, inclusive elevadores. Quando fixam residência ficam por ali sempre num raio de 300 metros. Com 270 a 307 batidas de asas por segundo, as ondas se propagam pelo ar e são o zumbido infernal que nos atormenta. Escolhem suas vítimas por cheiros e uma pesquisa disse que adoram bebedores de cerveja, cheiros que detectam a 36 metros de distância.

Longe de mim pretender que vocês agora tenham mais pesadelos ainda com esses monstrinhos de milímetros, mas com toda essa movimentação mundial parei para pensar que talvez também haja êxodo desses insetos, de mais variedades de suas espécies, e nossas políticas de saúde pública não são as melhores. Bem, nossas políticas todas não são as melhores.

Já pensaram? E se acaso a tsé-tsé resolver também vir morar aqui no pais da malemolência?

ZZZZZZZZZZZZZZZZZZ






* Marli Gonçalves, jornalista - Depois que infesta, eles, os que mandam, saem correndo para mitigar, fumigar, fumaçar os bichos. Neste progressivo país, vale lembrar que ainda tem as pulgas e baratas. Os carrapatos. Principalmente os que grudam no poder. Os escorpiões que nos picam todo dia com suas traições. Tenho um blog, Marli Gonçalves, divertido e informante ao mesmo tempo, no marligo.wordpress.com. Estou no Facebook e no Twitter - e-mails: marli@brickmann.com.br e marligo@uol.com.br. Visite sempre o "Chumbo Gordo": www.chumbogordo.com.br.

sábado, 14 de janeiro de 2017

IVECO TERMINA O RALLY DAKAR 2017 NO PÓDIO.

GERARD DE ROOY, COM O POWESTAR, FECHA A COMPETIÇÃO EM TERCEIRO LUGAR, DEPOIS DE QUASE 9 MIL KM PELAS ESTRADAS MAIS DIFÍCEIS DA AMÉRICA DO SUL


A etapa 12 do rali mais famoso do mundo marcou o final da 39ª edição do Dakar 2017. Com um trajeto especial de 64 quilômetros, começando e terminando em Rio Cuarto, na Argentina, os competidores levaram seus veículos para a linha de chegada em Buenos Aires. O líder da equipe Petronas De Rooy Iveco, Gerard De Rooy, vencedor das edições de 2012 e 2016, conquistou a terceira colocação na categoria caminhões. 

O conjunto Iveco Powestar/Cursor 13 FPT Indutrial foi fundamental para o holandês enfrentar, durante duas semanas, seus rivais e as adversidades que são sempre apresentadas no Rally Dakar. 

Com outro Iveco Powerstar, Federico Villagra terminou na terceira posição no geral. O argentino fecha a competição com um bom desempenho, demonstrando o seu potencial pelo segundo ano consecutivo com a Iveco. 

Ton van Genugten e Wuf van Ginkel, ambos com o Iveco Trakker, chegaram em 16º e 17º respectivamente. 


Resultado da 12ª e última etapa

1. Eduard Nikolaev (Kamaz) 34m25s
2. Airat Mardeev (Kamaz) + 33s
3. Siarhei Viazovich (Maz) + 44s
4. Peter Versluis (Man) + 1m09s
5. Federico Villagra (Iveco) + 1m25s
-----------
8. Gerard de Rooy (Iveco) + 2m21s
10. Wuf van Ginkel (Iveco) + 2m40s
11. Ton van Genugten (Iveco) + 2m42s 

Resultado final do Dakar 2017 

1. Eduard Nikolaev (Kamaz) 27h58m24s
2. Dmitry Sotnikov (Kamaz) + 18m58s
3. Gerard de Rooy (Iveco) + 41m19s
4. Federico Villagra (Iveco) + 1h00m04s
5. Airat Mardeev (Kamaz) + 2h26m50s
-----------
16. Ton van Genugten (Iveco) + 6h58m03s
17. Wuf van Ginkel (Iveco) + 8h19m48s 

No site www.iveco.com/dakar estão todos os detalhes da aventura no Dakar 2017. 

Visite www.iveco.com.br - www.cnhindustrial.com

IVECO
Página 1 Comunicação.

IVECO COLOCA DOIS PILOTOS NO TOP 5 NA PENÚLTIMA ETAPA DO DAKAR

Federico Villagra, no segundo lugar, e Gerard De Rooy, na quinta colocação, foram os destaques a bordo do Powestar na rota até Rio Cuarto.


O Rally Dakar está chegando ao fim. Nesta sexta-feira (13) a caravana com os competidores chegou a Rio Cuarto, na província de Córdoba, Argentina, depois de percorrer 290 quilômetros cronometrados entre dunas e estradas. Nesse trajeto a força do Powestar e a potência do motor Cursor 13, da FPT Industrial, colocaram Federico Villagra e Gerard De Rooy no pódio, em 2º e 5º lugares respectivamente. 

Ton van Genugten, com o Iveco Trakker, fechou o dia em sexto lugar e Wuf van Ginkel, também com o Trakker, terminou em oitavo. Na classificação geral, De Rooy está na terceira posição e Villagra em quarto. 

Neste sábado, o Dakar 2017 chega a Buenos Aires, onde acontece a premiação para os vencedores e todos os tripulantes que conseguirem concluir o percurso. Mas primeiro os competidores devem finalizar um trecho cronometrado de 64 quilômetros, com saída e chegada em Rio Cuarto, onde serão reconhecidos os campeões da 39ª edição do Rally Dakar. 

Resultado da etapa 11 

1. Eduard Nikolaev (Kamaz) 3h56m47s
2. Federico Villagra (Iveco) + 52s
3. Airat Mardeev (Kamaz) + 9m53s
4. Dmitry Sotnikov (Kamaz) + 11m54s
5. Gerard de Rooy (Iveco) + 14m41s
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6. Ton van Genugten (Iveco) + 17m40s
8. Wuf van Ginkel (Iveco) + 22m43s 
Resultados gerais - Dakar 2017
1. Eduard Nikolaev (Kamaz) 27h23m59s
2. Dmitry Sotnikov (Kamaz) + 17m09s
3. Gerard de Rooy (Iveco) + 38m58s
4. Federico Villagra (Iveco) + 58m39s
5. Airat Mardeev (Kamaz) + 2h26m17s
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15. Ton van Genugten (Iveco) + 6h55m21s
16. Wuf van Ginkel (Iveco) + 8h17m08s 

Todas as informações da reta final do rali estão no site www.iveco.com/dakar

Visite www.iveco.com.br - www.cnhindustrial.com

IVECO
Página 1 Comunicação.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

1500ª PHANTOM 30 3 MARCA MOMENTO HISTÓRICO PARA A NÁUTICA NACIONAL.


O Phantom 30 3, de 30 pés, maior sucesso da náutica brasileira, atingiu nesta quinta-feira (12) a marca histórica de 1.500 unidades entregues. O proprietário do barco é de Caraguatatuba (SP), que o utilizará na região de São Sebastião / Ilhabela. A lancha teve sua série especial comemorativa à marca lançada no último São Paulo Boat Show, com 30 unidades exclusivas, sendo que 15 já foram entregues e outras 15 com previsão para os próximos 30 dias.

Tanta aceitação não é a toa, este que é um dos cascos mais famosos da Schaefer Yachts mudou o mercado do país devido ao seu conforto, design moderno e desempenho com alto padrão de qualidade. “Trata-se de bem móvel com melhor valor de revenda que existe”, afirma Marcio Schaefer, presidente do estaleiro. Para citar um exemplo, quando foi lançado, em 2002, no Rio Boat Show, foram vendidas 40 unidades em uma semana, a única vez em que um estande foi fechado para vendas durante o evento diante da enorme procura.

A Phantom 30 3, lançada inicialmente como 290, está em sua terceira geração, sendo exportada para EUA, Suécia, Espanha, Noruega, França, Argentina e Paraguai. E está presente em cada baía do Brasil.

Foto: Norton José.

PalavraCom

DE CARRO POR AÍ.
Por Roberto Nasser*

Versa Unique. Hígido e para quem não gosta de dirigir.

Bem acertado, o Nissan Versa

Após 1200 km de condução ao devolver o Nissan Versa, padrão Unique, o mais elevado da linha, tive uma certeza: reverenciar o responsável pela composição do produto.


Explico: carros não saem contendo todo o potencial técnico dos fabricantes, mas são compostos em função do público de destino, características do mercado, faixa de preço e de concorrência onde deve atuar. Isto permite acertos e muitos erros – nestes, clamoroso, o Alfa Romeo 155 sem ar condicionado .... Acredita? Carro importado sem o inafastável conforto nos trópicos? Pois houve. Era para reduzir preço final, e tal versão foi ironicamente chamada por executivos da Fiat Brasil de CS, iniciais do autor da proposta.

Pois o/a camarada nissaniano acertou no foco ao definir o produto. O Versa, feito no Brasil sobre a plataforma do March, motor importado do México e transmissão japonesa, é produto aspiracional, ou seja, de desejo por usuários de veículos menores, mais baratos ou desequipados. Por isto, deve ser atrativo e alcançável no oferecer características construtivas e noção de status. Considerou outra verdade: poucos compradores o fazem por conhecer o conteúdo da ficha técnica ou habilidades. Maioria compra para impressionar os vizinhos, provocar o cunhado, o colega do escritório. Com tal objetivo fórmula é bem adequada ante características de automóvel para tal cliente: dimensões, bom espaço no banco posterior, porta malas generoso, linhas recentes, a aura nipônica à qual o lumpenzinato automobilístico atribui qualidades supremas, e o compôs como se fora um kit impressiona-vizinho: motor 1,6 e transmissão CVT, revestimento com partes em couro; tela de comando e som; trio mais ou menos elétrico – os levantadores dos vidros cumprem apenas 1/8 de sua missão: são automáticos apenas para levantar o vidro do motorista ... 

Em segurança, o mínimo legal de freios com ABS e duas bolsas de ar. Tem painel de material áspero, mas de boa aparência, enfeitado, ar condicionado digital, comandos de som no volante.

Andando
No operacional é honesto nas propostas. Hígido, diriam os médicos. Unidade utilizada empregava motor Nissan 1,6, gerando 111 cv e 15,1 m.kgf de torque – foi revista e melhorada pela Renault e deverá exibir tal reacerto, e produzido no Brasil com respectivos 118 cv e 16 m.kgf. Câmbio de polias variáveis CVT com monitoramento eletrônico. Diz ter opção over drive, uma sobre marcha mas, ao contrário, já funciona na sobre marcha. Quando você aperta um botãozinho na alavanca de marchas, reduz. É a under drive.  Não oferece as pequenas alavancas de avanço e retardo nas marchas, exceto em baixa velocidade quando pode-se puxar a alavanca para a marcha reduzida.

Falha? Vejo como ponto de coerência. Seu comprador quererá espaço, um mínimo de segurança, baixo consumo, bons freios, boa aparência. Não será um cultor das artes da condução e por isto o carro faz tudo, escolhendo marchas à sua vontade. Se insistir em demandar redução, dependendo da pressão do acelerador reduzirá as marchas virtuais e o motor urrará sob o capô.

Se você tem orçamento contido, precisa de automóvel com cara nova, bom espaço, itens de conforto, econômico, e dispensa prazer ao dirigir, é este. Seria um ótimo veículo para o serviço de taxis.

Em resumo é ágil – de O a 100 km/h – em quase 11s, boas retomadas, consumo reduzido. Dirijo em cidade de trânsito ainda civilizado e obtive mais de 13 km/litro na cidade com gasálcool; álcool, em torno de 10 km. Em Brasília a quase igualdade de preços não justifica o uso do álcool. Preço? Vais ouvir R$ 70 mil, mas pondere condições. O mercado está para o comprador.

Mascarado, exibe o sítio Tempo, substituto de Palio e Punto está pronto.

Março, abril, o substituto do Punto e Palios

Fiat começou o ano nas tratativas e providências para produzir o Projeto 326. No caso versão X6H, de hatch, para substituir o Punto e versões mais caras do Palio no mercado latino americano. Plataforma de desenvolvimento doméstico tendo como base a empregada na última geração do Palio, e a dois outros desdobramentos: sedã, versão X6S, a ser produzido na Argentina, e picape, nominada internamente X6P, no Brasil. Com quatro portas buscará clientes do Grand Siena e Linea com apresentação no Salão de Buenos Aires, junho. Picape substituirá o Strada ao final do ano.

Fiat manterá política de sua criação, produção paralela do original e do substituto. No caso, o 326H ocupará espaço das versões mais caras do Palio. As de menor preço serão mantidas. Idem para o picape atual.

Serão produtos exclusivos para o Continente, com desenvolvimento local, e motorização conhecida em outros produtos: 3 cilindros 1,0; 1,8 16V e em alguma versão esportivada o 1,4 turbo dito 1.4T-Jet. No geral, itens hoje adotados nos Fiat em seu recente processo de incremento de conteúdo, como conectividade e Stop/Start.

Jipinho
Desdobramento da família, a Fiat iniciou a desenvolver pequeno utilitário esportivo com jeito, cara, e propostas de valentia de Jeep. Não seria Fiat, mas o primeiro degrau da marca norte americana. Coluna noticiou. Planos foram congelados por conta da plataforma. A empregada para o Projeto 326 exigiria muitos investimentos industriais para encaixá-la na linha de produção comum a Renegade, Compass e Toro, todos com plataforma própria e diferente. E reduzi-la para o pequeno produto é tecnicamente factível, porém tornaria preço final fora de competição. Como disse fonte da Fiat, se não for ao mercado mais barato que o Suzuki Jimny, não serve.

Roda-a-Roda

Salão – NAIAS em Detroit, abrindo ciclo de salões mundiais, expõe tensão sobre a gestão Trump e sua ameaça de mudar acordos econômicos, taxando os carros mexicanos, aumentando impostos de importação. Muito modificará mercado.
Trump – Com bandeira do americanismo, crítica de investimentos produtivos em outros países, e a ameaça de taxar em 35% veículos fabricados pelas marcas dos EUA no México, Donald Trump sacudiu a indústria.
Amostra – Ford e FCA cancelaram aplicação de capital no país vizinho centrando a grana nos EUA. Ford desviou US$ 1,6B do México e aplicará US$ 700M em casa para lançar 13 carros elétricos, incluindo Mustang.
Mais – FCA, US$ 1B para modernizar a fábrica de Warren, nas beiradas de Detroit, e para ela transferirá do México a produção dos picapes RAM de maior tonelagem. Informa nada estar relacionado ao novo governo. Mesmo contam Mercedes e Volkswagen, com sólidos investimentos. Ciclos das grandes empresas são muito superiores aos dos governos.
E? – Andamento do governo Trump além de escapar de sua inacreditável capacidade de criar confusões, pode ser imaginado como ponto de equilíbrio entre o bom senso e o marketing.
E? 2 - Já há consequências: subiram os preços dos imóveis da abandonada Detroit, ante a projeção do aumento de produção e atividade econômica. Dúvida em Detroit: a família do futuro presidente ali aplica sua expertise em imóveis?
Mais – Há um Salão do B em Detroit. Paralelo ao NAIAS, menor, extensamente mais rico, com marcas de preço elevado, ausentes da festa do público. Chama-se The Gallery e recebe Bugatti, Lamborghini, Ferrari, Aston Martin, versões de topo de Cadillac, e elétricos Tesla e Faraday. Convites a VIPS, entradas a US$ 500, trato de primeira qualidade, bufê autoral, chefe premiado. A quem vai e compra.
Nova Kombi – Depois do Dieselgate - problema de motores diesel emitindo poluentes acima da norma legal -, Volkswagen toma caminho ecológico: em Detroit mostrou o elétrico Buzz, releitura da Kombi. Proposta é multi forma, aumentando espaços e se tornando conversível, e condução autônoma.

Buzz (d) se inspirou na Kombi T2, de 1961

Razão e emoção – Na mostra, síntese do Audi Q8, mistura da lógica de SUV com a emoção de cupê, deverá vir à vida nos próximos meses como caminho de estilo a seus utilitários esportivos – cada vez mais esportivos e menos utilitários.
Foco – Em casa Ford exibiu a face do receio. Líder de mercado com picape F 150, vendo concorrentes crescer, apresentou o F 150 2018, apenas 3 anos após atual versão. Incremento no uso de alumínio militar na caçamba, chassis em aço para reduzir peso, ênfase na cara de mau, e eletrônica de automóvel. Setembro.
Diesel – Novidade, opção diesel: V6, 3,3 litros, 286 cv e parcos 35 m.kgf de torque, baixo em relação à cilindrada. Amarok V6 3,0 oferece 51,6 quilos.
Mais – Voltou a ter o Ranger no mercado doméstico, e re lançará o Bronco, um 4x4, utilitário esportivo com estamina, mercado deixado pela empresa.
Eco, IV – O EcoSport em geração revista, esperada e não aparecida no Salão de S Paulo, atração em Detroit. Carlos Galmarini, da Ford Argentina, disse será lançado no Brasil em maio e apresentado no Salão de Buenos Aires, em junho.

EcoSport, mudança estética, motor 1,5, maio

Atualização – Recebeu atualizações, como nova frente, painel e conectividade. Mecânica terá motor importado de 2,0 ou nacional 1,5. Será vendido nos EUA, como SUV de entrada da marca. Mudança local, estepe interno.
Local - No Brasil deve tê-lo pendurado externamente. Aqui, ao contrário dos EUA, há demanda por espaço para levar malas.
Rigor –Em ano de retração, poucas marcas cresceram: Porsche, Lexus e Jaguar. Esta, 53% em vendas, turbinadas pelo novo XE, de menor preço. No total Jaguar e Land Rover venderam 7.434 unidades em 2016, menos 18,5% ante 2016.
Trio – Outros Premium também caíram em relação a 2015. Mercedes liderou nos segmentos onde participa, BMW e Audi quase empatadas, mas BMW fechou o ano liderando com 11.860 unidades licenciadas.
Reação – Notícia no jornal Folha de S Paulo sobre cortes de incentivos até 2018 gerou protesto da Abeifa, associação dos importadores. Tais vantagens estão no programa Inovar-Auto, aplicado para aumentar nacionalização e reduzir consumo.
Razão – Programa se encerra neste exercício, sem atingir resultados – hoje a montagem das marcas aderentes tem nacionalização inferior à do início da indústria automobilística, há 60 anos.
Mais – Freou importações, recolhimento de impostos, empregos. Em números, à implantação país importava 199 mil unidades, 5,82% do mercado doméstico; recolheu R$ 6,5 bilhões em impostos; dava 35 mil empregos. Após cinco anos importações caíram a 35.800, 1,8% no decrescente mercado interno; impostos a R$ 1,2 bilhão; sumiram 21.500 empregos.
Caminho – Para fomentar negócios com caminhões O Km MAN Latin America aderiu à compra e venda de caminhões usados. Cresceu 80% ano passado. Mercado dos usados tem 6,8 x 1 de O Km e destes fomenta venda.
Novela – TV Globo corrigiu erro no livro de origem à atual série televisiva Dois Irmãos. Autor Milton Hatoun citou jipe Land Rover em cenário de 1945. Substituiu por Ford station Woodie, belíssimo, 1942. Land Rover surgiu em 1948.
Valor –  Quanto vale um dos 25 Mercedes-Benz 540K Special Roadster?
Considerado o mais belo automóvel já produzido, performance assustadora para o fim da década de 30. Motor L8, 5.000 cm3, produzia 110 hp logo expandidos a 180 com uso do compressor volumétrico: atingia quase 180 km/h.
Leilão – Resposta no primeiro grande leilão de antigos na temporada norte-americana, o RM-Sothelby’s em Scotsdale, Arizona. Projeta-se valor em torno de US$ 8.500.000. Mesma unidade foi vendida em 2011 por US$ 4.620.000. Voltou ao martelo em 2013 e cravou US$ 7.480,000, valorização de 62% em dois anos.

Mercedes 540K Special Cabriolet, o mais belo. Quanto vale?

GenteOliver Schmidt, da VW of America comandando o departamento de compliance, a ética empresarial, preso pelo FBI. OOOO No Dieselgate, escândalo de motores diesel emitindo poluentes acima da norma legal, sempre contestou as acusações do governo americano. OOOO Subalterno fez delação reconhecendo a fraude. OOOO Eventos aceleraram acordos com os EUA para fim dos processos. OOOO

Os recordes da Toyota em 2016

Ano ruim para o segmento da mobilidade não atingiu a Toyota do Brasil. Empresa fechou exercício crescendo 2,6% nas vendas relativamente ao exercício passado e, pela primeira vez, atingiu 8,8% de participação no mercado, encerrando o ano como a 5a marca mais vendida, à frente da Ford. É o melhor resultado numérico e institucional da marca desde sua chegada ao Brasil há 59 anos.

Dentre produtos o SW4 consolidou liderança no segmento, ampliando vendas em 40%, atingindo 12.175 unidades vendidas, 53% do segmento SUV. O HiLux assumiu a liderança nos picapes médios. Pontualmente o Etios, com correções a partir de sugestões, evoluiu como produto, vendendo 67.768 unidades no mercado interno e iniciando carreira de exportações para Argentina, Paraguai, Peru e Uruguai, com 26.424 unidades. Toyota do Brasil enviou 43.561 de seus produtos para a América Latina.

Todas as versões do Etios tiveram crescimento de vendas e participação no exercício. Surpreendendo, o sedã Corolla conservou a liderança entre os sedãs médios, vendendo 48%, quase metade, no segmento.

Outro segmento implementado pela Toyota é o de carros híbridos. O Prius em 4a geração, lançado em junho, com preço incentivado, teve seu melhor ano de vendas, liderando o setor ao comercializar 486 unidades, 128% sobre 2015.

As conquistas da Toyota são consequentes às mudanças de parâmetros e processos internos em qualidade, produtividade, gerenciamento de custos e cadeia de valor, resultantes da vinda de Steve St Angelo como CEO da Toyota para América Latina e Caribe, e Chairman da Toyota do Brasil. St Angelo é indicação pessoal de Mark Hogan, norte-americano integrando o Board da matriz no Japão. Ex vice presidente mundial da GM e presidente na filial Brasil, Mark designou St Angelo para redesenhar a Toyota na América Latina. Um dos passos importantes foi a decisão de investir na fábrica de Porto Feliz para construir motores destinados ao Corolla e a próxima geração equipada com turbo alimentador.

Toyoya Corolla, líder do segmento








* Roberto Nasser, edita@rnasser.com.br, é advogado especializado em indústria automobilística, atua em Brasília (DF) onde redige há ininterruptos 42 anos a coluna De Carro por Aí. Na Capital Federal dirige o Museu do Automóvel, dedicado à preservação da história da indústria automobilística brasileira.